Que educação se quer para o século XXI?









As tecnologias educativas já fazem e continuarão a fazer muita diferença na interação dos alunos e dos professores com o mundo em que vivem e em que vão viver. A evolução tecnológica – e as novas literacias digitais que a acompanham – obrigam todos a aprender a mudar, pois só essa mudança permitirá aprender.









A escola enfrenta um ponto de viragem crucial, em que terá de adotar novos paradigmas de aprendizagem e de ensino.








Como lidará a escola com a sociedade da informação, do conhecimento e da aprendizagem?

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Terá já as ferramentas e a capacidade para lidar com as novas (ou velhas?!) ameaças de controlo e uniformização do pensamento?
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Será capaz de educar para a liberdade contra todas as formas de opressão?

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Será capaz de educar para a reflexão e para a busca de si próprio?
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-"Estou à procura do sentido da minha vida." - "Tenta no Google."


Será capaz de (re)conciliar conhecimentos e modos de aprender de diferentes gerações?

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Será a escola capaz de dar resposta aos desafios que esta nova sociedade lhe lança? Que tipo de alunos terá de formar? Clara Coutinho e Eliana Lisbôa (Universidade do Minho) publicaram em 2011 o artigo seguinte na Revista de Educação, o qual explora estas e outras questões deste tipo.




Viver em rede muda tudo. Até que ponto aceitamos cegamente ou criticamente essa mudança? João Caraça (Fundação Calouste Gulbenkian) explora o poder da globalização na organização do conhecimento, questiona-se sobre a inclusão e exclusão criadas pelas redes, e contrasta a crescente fragmentização do mundo com a tendência gradual para a cooperação.



Uma das características essenciais da escola do século XXI terá de ser a educação para a sustentabilidade. Orlando Figueiredo (Universidade de Lisboa, Projeto Nónio) apresentou no Seminário Nacional 2012 do Projeto Eco-Escolas uma reflexão muito pertinente sobre esta missão, desconstruindo como falácias o conceito da sustentabilidade assente no desenvolvimento económico nos moldes atuais, e o conceito de escola como solucionadora dos problemas quando o seu modelo tem sido transmissivo e perpetuador desses problemas.



A escola tem, portanto, de se afirmar como agente construtor de cidadania. Até que ponto a crescente importância da literacia científica contribuirá para essa construção? E qual o papel do professor na formação para a cidadania? Conseguirá a escola formar cidadãos com uma abordagem holística que (re)concilie ciência e poesia? Eis os principais eixos de pensamento do seguinte artigo de Dulce Helena Melão (Escola Superior de Educação de Viseu).



Nada como um exemplo de implementação deste tipo de escola no terreno para começarmos a encarar estes ideais como algo tangível, possível e desejável. O projeto de intervenção (2012) de Maria de Fátima Cerqueira (Escola Secundária/3 Camilo Castelo Branco – Famalicão) chama-se “Dar Asas à Escola Total” e defende um paradigma de aprendizagens baseadas nos quatro pilares da educação da UNESCO – Aprender a Conhecer, Aprender a Fazer, Aprender a Ser e Aprender a Viver Juntos –, acrescido de um quinto – Aprender a Escolher, de modo a desenvolver uma cidadania consciente, proactiva e empreendedora.



A escola do futuro é uma escola de cidadania, onde se aprende a tornar o mundo num sítio melhor para se viver. Podemos começar já a aprender e a ensinar a fazer a diferença - todos os dias, mesmo que seja em apenas 5 minutos por dia.






Na escola do futuro, aprende-se a questionar e a questionar-se. Aprende-se a debater. Aprender a complementar perspetivas através do prisma da multiculturalidade.
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Eis como se esbatem barreiras e fronteiras e se começa a trabalhar para um futuro assente na humanidade de todos:criando interlocutores cada vez melhores.

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Educar é, no fim de contas, promover o encontro das diferenças.
educar é promover encontros


A educação é tudo.








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