Salas de Aula: do passado ao futuro!

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As antigas salas de aula limitavam professores e alunos a um determinado modelo, cujas características decorriam de padrões sociais que a escola deveria reproduzir e manter.




A escola de massas depressa se tornou na escola massificada, e este modelo industrial de produção de cidadãos acéfalos e conformados foi posto em causa nas gerações do pós-2ª Guerra Mundial. No final dos anos 70, os Pink Floyd exprimiram como ninguém a saturação dos jovens face ao sistema escolástico.







Nas últimas duas décadas do século XX e no início do século XXI, novas formas de ensinar e de aprender geraram mudanças no equipamento, nas interacções e nos papéis dos professores e dos alunos - e estas mudanças potenciaram por sua vez novas formas de ensinar e de aprender!
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As salas de aula do século XXI exigirão mudanças de equipamento e de actividades à velocidade da evolução tecnológica.
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Mas a tecnologia deverá estar ao serviço do pensamento crítico, e não o contrário!
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A sala de aula será onde se quiser...
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... com quem se quiser...
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... e sem limite de idade!
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As salas de aula do futuro são abertas ao mundo, à colaboração com os outros e à construção ativa de conhecimento. O seu objetivo é o da compreensão e da intervenção no mundo que nos rodeia.

A sala de aula será o mundo todo! A duração da aula será a vida toda! Todos seremos professores uns dos outros!

A evolução da tecnologia educativa reflete a evolução da teorias e das práticas educativas – e nunca como agora refletiu tão nitidamente a necessidade de essas teorias e de essas práticas se ajustarem ao mundo digital em que vivem quase todos os alunos e muitos professores!






De facto, as novas tecnologias proporcionam grande liberdade no processo de ensino-aprendizagem e permitem conciliar aprendizagens formais e não-formais em contextos de estruturação variada (e variável!), seja dentro ou fora da sala de aula - ou até mesmo em salas de aula virtuais de tipo second life!
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Mas não basta apetrechar as salas de aula com tecnologias educativas de ponta se, na base dessa decisão, não estiverem mudanças de práticas que mudem o foco para o aluno e para a autonomização da sua aprendizagem.
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"Como posso confiar nas suas informações quando está a usar tecnologia tão ultrapassada?"
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"Este não é o uso adequado do quadro interativo, Sra. Walsh, mas boa tentativa..."

Além do equipamento, é preciso repensar os conteúdos e o seu formato. Os conteúdos digitais interativos disponíveis são cada vez mais intuitivos, adaptáveis a diferentes velocidades e estilos de aprendizagem, e até abertos à contribuição de professores e alunos. Um professor hiperligado usufrui de uma rede de recursos digitais que expande a sua antiga rede analógica e multiplica o seu acesso a uma grande quantidade e variedade de conteúdos digitais úteis ao seu trabalho e motivadores para os alunos.


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Clara Coutinho e Adão Sousa, no seguinte artigo publicado na “Paideia – Revista Científica de Educação à Distância” em dezembro de 2009, abordam questões muito pertinentes em torno da produção, reutilização e avaliação de conteúdos digitais por parte dos professores, assim como a necessidade de estes adquirirem discernimento educativo na utilização de recursos educativos disponibilizados na Internet por outros professores, alunos e empresas produtoras de conteúdos.


Sendo cada vez mais necessário saber avaliar a qualidade dos recursos educativos digitais em geral, é também preciso saber avaliar a qualidade e segurança de sites da internet em particular. Sem essa competência, professores e alunos sucumbirão à imensa onda de ruído do ciberespaço e toda a aprendizagem se tornará impossível.




É inegável a importância da disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação nas escolas portuguesas de hoje. O seu impacto é visível a vários níveis, como o demonstra João Correia de Freitas (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa) na seguinte apresentação, divulgada no webinar da DGE em 26 de janeiro de 2011.




As salas de aula continuarão a existir como espaços físicos de trabalho escolar, de interação pedagógica e de desenvolvimento de competências comunicativas e sociais, mas com novos papéis para alunos e professores. Para tal, é preciso que a sala de aula seja dedicada a atividades abertas baseadas no questionamento crítico.

Como consegui-lo no tempo sempre limitado da aula, em que ainda se dedica muito tempo à apresentação de conteúdos?

Uma ideia que tem vindo a espalhar-se é a da flipped classroom (sala de aula invertida). Pontualmente, ou de forma mais consistente, muitos professores estão a tirar partido das tecnologias educativas de uma forma inesperada: gravam vídeos com lições (apresentadas por si próprios e/ou usando recursos educativos digitais), as quais são vistas pelos alunos em casa (ou noutros locais!) quantas vezes desejarem; na sala de aula, são realizadas tarefas de aplicação e de expansão de conhecimentos, projectos e apresentações finais, cuja preparação era tradicionalmente trabalho de casa; e os alunos podem colocar perguntas, debater assuntos e problemas sobre os conteúdos e colaborar na resolução de dificuldades de aprendizagem.

Se quiser ver esta metodologia em ação, assista a estes vídeos:











Se quiser informação mais detalhada sobre estratégias, problemas e soluções, aceda aos restantes vídeos através dos links que se encontram abaixo.
Links de interesse sobre salas de aula do século XXI:
  • Sobre salas de aula americanas dos anos 50:

http://www.youtube.com/watch?v=MSMZkTL77gE (manutenção do silêncio)
http://www.youtube.com/watch?v=gHzTUYAOkPM (manutenção da disciplina)

  • Sobre salas de aula do presente:

Webinars DGIDC
http://webinar.dge.mec.pt/2012/03/08/projeto-connecting-classrooms/
http://webinar.dge.mec.pt/2012/02/16/criacao-recursos-educativos-digitais/
http://webinar.dge.mec.pt/2012/02/09/programa-mais-sucesso-escolar/
http://webinar.dge.mec.pt/2011/12/07/pmse-a-tipologia-fenix/
http://webinar.dge.mec.pt/2011/11/17/red-pe/
http://webinar.dge.mec.pt/2011/10/27/pms/
http://webinar.dge.mec.pt/2011/06/01/trabalho-entre-pares/
http://webinar.dge.mec.pt/2011/03/23/ambientes-aprendizagem-eb-um/
http://webinar.dge.mec.pt/2011/03/09/pode-se-ensinar-sem-tic/
http://webinar.dge.mec.pt/2011/02/23/recursos-educativos-digitais/
http://webinar.dge.mec.pt/2011/02/11/internet-segura-na-escola/

  • Sobre salas de aula do futuro:

http://www.youtube.com/watch?v=QcXEznPXj8k

  • Sobre flipped classrooms:

http://www.youtube.com/watch?v=9aGuLuipTwg (porquê salas de aula invertidas?)
http://www.youtube.com/watch?v=jMfSLXluiSE (porque devo ser eu a fazer os vídeos?)
http://www.youtube.com/watch?v=cyDpsJ5nS74&feature=relmfu (como funciona para todos os alunos?)

http://www.youtube.com/watch?v=fPSoZCMIqfg&feature=relmfu (qual o aspeto da sala de aula agora?)
http://www.youtube.com/watch?v=PqZUbqWTlLY&feature=relmfu (como se transferiu a responsabilidade do professor para os alunos?)
http://www.youtube.com/watch?v=Icn8kMoH28Y&feature=relmfu (como e porquê fazer os seus próprios vídeos?)
http://www.youtube.com/watch?v=g1MKpyVPilI (o que fazer se os alunos não virem os vídeos em casa?)
http://www.youtube.com/watch?v=_f6AuWuXG2g&feature=related (como lidar com alunos indisciplinados neste tipo de aula?)
http://www.youtube.com/watch?v=hoNlL3Plx-g&feature=relmfu (o que fazer se os alunos não tiverem acesso à internet em casa?)
As restantes páginas desta Wiki abordam estes e outros assuntos. Explore-as!
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Aprendizagem em Rede
livros e outros mats G.jpg
Literacias
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Bibliotecas


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Salas de Aula
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Professores e Alunos
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Conhecimento, Comunicação e Cidadania