O que é aprender em rede?
Aprender em rede ultrapassa o conceito de aprender através de computadores ligados entre si. Aprender em rede significa aprender em colaboração com os outros, sejam eles professores, outros alunos, habitantes da nossa aldeia, vila ou cidade, ou até cidadãos ou organizações de qualquer parte do mundo. Aprender em colaboração significa trocar ideias, aprofundar conhecimentos, construir e partilhar novos conhecimentos, questionar e debater, aprender criticamente e compreender diferentes perspetivas do mundo. Colaboração implica, portanto, compreensão e empatia. Que melhores objetivos para a Educação?





O conceito de rede como indivíduos ou grupos ligados entre si tem vindo a ser alvo de análise e tem sido explorado em todos os campos: economia, administração, política, comunicação, marketing, cultura, ciência, tecnologia, educação…
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Todos conhecemos a rápida multiplicação e expansão das redes sociais. A par da sua função convivial, a função informativa e a função educativa têm crescido e começam a tornar-se pedagogicamente pertinentes. Na apresentação seguinte, Sara Pereira, Luís Pereira e Manuel Pinto (Edumedia – Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade) exploram o potencial das redes sociais, bem como os seus constrangimentos e riscos.



Na educação, a aprendizagem em rede permitiu expandir os contextos de interação.
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Em salas de aula presenciais (face a face) ou mesmo em salas de aula não-presenciais (educação à distância), as interações baseavam-se no ensino e no processo de instrução dele decorrente. O e-learning (aprendizagem eletrónica) mudou o foco para o aluno, estabelecendo-o como o centro de intranets e de extranets. Estamos agora a caminho de redes de conhecimento (knowledge networks), baseadas na aprendizagem virtual, a qual é dinamizada por alunos e escolas em rede – entre si e com o resto do mundo!
Com as ferramentas da web 2.0, as salas de aula virtuais libertam-se da orientação centralizada e expandem-se para a colaboração e para a produção participada de conhecimentos.
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O m-learning (aprendizagem móvel) leva o e-learning mais longe, pois os novos suportes tecnológicos (telemóveis de 4ª geração, PDAs, internet 4G, etc.) permitem que qualquer tipo de aprendizagem tenha lugar em qualquer altura e em qualquer lugar (anything, any time, anywhere).



A aprendizagem em rede veio tornar o conhecimento mais acessível, imediato e intuitivo...
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... mas também veio questionar a importância da interação pedagógica na aprendizagem…
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… e obrigou à reflexão sobre o impacto dos media sociais na vida quotidiana e na relação dos alunos com a escola.

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Viver em rede é algo de natural para grande parte da população mundial: os nativos digitais nasceram cercados de tecnologia digital e ela é o seu interface com o mundo. Estamos na era da cibercultura – um conceito que convém conhecer em pormenor para melhor lidarmos com a mudança e para promovermos uma aprendizagem crítica e humanizada.
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A cibercultura assenta cada vez mais no trabalho colaborativo. Sem ele, não há redes de aprendizagem. O artigo seguinte, intitulado “Trabalho Colaborativo. Condição Necessária para a Sustentabilidade das Redes de Aprendizagem” (2002?), escrito por Isabel Chagas (Centro de Competência Nónio e Centro de Investigação em Educação; Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa), levanta uma série de questões interessantes sobre a importância da colaboração entre todos os agentes educativos na criação, expansão e manutenção de redes de aprendizagem nas escolas.


A aprendizagem em rede está a criar comunidades de aprendizagem, que se expandem ou se extinguem conforme as dinâmicas de interação que geram no mundo virtual. Essas “teias de aprendizagem”, segundo alguns, mantêm os indivíduos presos a determinados modos de fazer e de pensar; segundo outros, libertam-nos das estruturas fechadas que são as escolas e abrem caminho para sociedades desescolarizadas, autorreguladas e autossuficientes.







Será o fim da escola?! Será, pelo menos, o início do fim da escola que conhecemos atualmente. Há que repensar o papel da escola, as funções do professor e o perfil do aluno para o novo século.

Links de interesse sobre a Aprendizagem em Rede no século XXI:
  • Sobre o conhecimento:
http://www.youblisher.com/p/130897 (e-book “Knowing Knowledge” (2006), por George Siemens)
  • Sobre a aprendizagem em rede:
http://www.youblisher.com/p/130864 (artigo de George Siemens, 28/09/2008).http://www.youblisher.com/p/130867 (tese de dissertação de mestrado em Pedagogia do E-Learning: “da Web 2.0 ao E-Learning 2.0: Aprender na Rede”, de José Carlos Mota (2009).
  • Sobre o m-learning:
http://prezi.com/koppevd8fluh/mlearning-e-aprendizagem-em-rede/ (apresentação de Martin Restrepo em 26/01/2012).
  • Webinars DGIDC:
http://webinar.dge.mec.pt/2011/06/22/educacao-para-a-inovacao/
http://webinar.dge.mec.pt/2011/02/09/aprendizagem-mediada-por-plataformas-lms/

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